{"id":30,"date":"2016-06-02T18:58:42","date_gmt":"2016-06-02T21:58:42","guid":{"rendered":"http:\/\/casalila.com.br\/?p=30"},"modified":"2016-06-06T11:53:32","modified_gmt":"2016-06-06T14:53:32","slug":"dropbox-musicalizacao-para-bebes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/dropbox-musicalizacao-para-bebes\/","title":{"rendered":"Musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">1 &#8211; O que \u00e9 considerado musicaliza\u00e7\u00e3o com beb\u00eas?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os beb\u00eas est\u00e3o em constante desenvolvimento. O mundo \u00e9 novo e os aprendizados chegam atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o, da repeti\u00e7\u00e3o e das experimenta\u00e7\u00f5es. As aulas de musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas consistem em encontros semanais com pais e filhos, num ambiente agrad\u00e1vel, espont\u00e2neo e descontra\u00eddo, no qual proporcionamos viv\u00eancias que respeitam o tempo de cada ser. Nos momentos de carinho e amor, a crian\u00e7a \u00e9 estimulada em seu desenvolvimento psicomotor. Durante esses momentos trabalhamos um repert\u00f3rio adequado para a idade, estimulando o v\u00ednculo afetivo entre a crian\u00e7a e a m\u00e3e, o pai ou respons\u00e1vel. Com isso, a fam\u00edlia leva para o dia-a-dia as can\u00e7\u00f5es, brincadeiras, dan\u00e7as e movimentos, ampliando o repert\u00f3rio de intera\u00e7\u00f5es. Como os encontros s\u00e3o prazerosos, os aprendizados chegam naturalmente. \u00c9 aberta uma possibilidade para o desenvolvimento da fala e do canto, num contexto que favorece a cria\u00e7\u00e3o e a experimenta\u00e7\u00e3o. Os beb\u00eas afloram a musicalidade e a percep\u00e7\u00e3o auditiva a partir de brincadeiras. Se deparam com ritmos e melodias que far\u00e3o parte do alicerce da constru\u00e7\u00e3o dessa linguagem musical. Criamos a oportunidade da crian\u00e7a ter contato com outras pessoas e desenvolver a sociabilidade. E o beb\u00ea passa a conhecer limites e respeitar as regras. Trabalhamos com o desenvolvimento integral do ser. E \u00e9 uma maneira de pais e filhos ficarem mais pr\u00f3ximos. Reservam esse tempo para estarem juntos, num momento s\u00f3 deles. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para Br\u00e9scia (2003) a musicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso r\u00edtmico, do prazer de ouvir m\u00fasica, da imagina\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, concentra\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, auto-disciplina, do respeito ao pr\u00f3ximo, da socializa\u00e7\u00e3o e afetividade, tamb\u00e9m contribuindo para uma efetiva consci\u00eancia corporal e de movimenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">2 &#8211; A partir de quando ela pode ser \u201cministrada\u201d?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O beb\u00ea tem a possibilidade de participar das aulas de musicaliza\u00e7\u00e3o a partir do momento que pode sair de casa. Particularmente, prefiro sugerir esse in\u00edcio por volta dos sete meses de vida, per\u00edodo que, segundo T. Berry Brazelton, representa um dos marcos do desenvolvimento no qual o beb\u00ea passa a sentar sem apoio. Ao sentar sozinho o beb\u00ea v\u00ea o mundo de uma maneira diferente. Os m\u00fasculos das costas e do pesco\u00e7o est\u00e3o mais fortalecidos e ele j\u00e1 descobriu como posicionar as pernas para se manter nessa posi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o precisa mais do apoio dos bra\u00e7os, mesmo n\u00e3o conseguindo us\u00e1-los com muita liberdade. Nesse per\u00edodo tamb\u00e9m consegue pegar objetos e explor\u00e1-los com os dedos. Pequenas conquistas motoras chegam a partir da capacidade de sentar. Com essas aquisi\u00e7\u00f5es a crian\u00e7a pode come\u00e7ar a aproveitar a din\u00e2mica das aulas de m\u00fasica.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">3 &#8211; Quais benef\u00edcios elas trazem para as crian\u00e7as a curto prazo?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Estou h\u00e1 dias pensando nessa quest\u00e3o e na que a segue\u2026 Creio que cada ser \u00e9 \u00fanico, com suas habilidades, capacidades e limita\u00e7\u00f5es. E sendo assim, os benef\u00edcios das aulas de m\u00fasica ir\u00e3o variar conforme cada ser em cada momento distinto. S\u00e3o muitas vari\u00e1veis e por isso se torna t\u00e3o dif\u00edcil dizer quais os benef\u00edcios que elas trazem para as crian\u00e7as. Mas posso expor aqui um pouco do que foi descrito na literatura e tamb\u00e9m o que pude notar nesses anos de trabalho como educadora musical.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Acredito na m\u00fasica como alimento da alma. Ent\u00e3o em cada encontro as crian\u00e7as se nutrem de novos sons e tons. E o novo \u00e9 o combust\u00edvel da transforma\u00e7\u00e3o que resulta no crescimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cAo ouvimos uma m\u00fasica, o primeiro impacto \u00e9 registrado por nossas rela\u00e7\u00f5es afetivas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que ouvimos.\u201d Afirma Ana Paula Cascarani.<br \/>\n<\/span><span class=\"s1\">A crian\u00e7a t\u00eam momentos de prazer e aprendizado. Dessa forma desenvolve o gosto pela m\u00fasica, tanto de fazer como de ouvir. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A exposi\u00e7\u00e3o ao som comumente desperta os processos sens\u00f3rio-perceptivos do c\u00e9rebro e estimula a aten\u00e7\u00e3o. <\/span><span class=\"s1\">O v\u00ednculo com a m\u00e3e, o pai ou o acompanhante \u00e9 trabalhado constantemente. <\/span><span class=\"s1\">A m\u00fasica se apresenta como um dos mais completes objetos transicionais (Winnicott). <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">4 &#8211; E a m\u00e9dio e longo prazos?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A m\u00e9dio e longo prazos creio que o maior benef\u00edcio seja o dom\u00ednio de uma linguagem t\u00e3o particular e expressiva. Gardner admite que a intelig\u00eancia musical est\u00e1 relacionada \u00e0 capacidade de organizar sons de maneira criativa e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o dos elementos constituintes da m\u00fasica. Existe um ambiente favor\u00e1vel para o desenvolvimento do canto e da fala. Al\u00e9m disso, \u00e9 dada a oportunidade \u00e0 crianca de ter contato com outras crian\u00e7as, favorecendo a socializa\u00e7\u00e3o. Pode desenvolver a percep\u00e7\u00e3o auditiva e o senso r\u00edtmico. O repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es e brincadeiras \u00e9 ampliado. A cultura popular e o folclore s\u00e3o valorizados contribuindo para um resgate de nosso patrim\u00f4nio cultural. Existe a possibilidade de benef\u00edcios para a mem\u00f3ria. E a crian\u00e7a aprende a respeitar seu tempo e o tempo do coletivo. As regras s\u00e3o apresentadas. Assim como o sil\u00eancio. Aprende a ouvir e a esperar. Conhece o sil\u00eancio e os espa\u00e7os. A m\u00fasica \u00e9 uma forma completa de se vivenciar tempo e espa\u00e7o. \u00c9 criado um ambiente que favorece a cria\u00e7\u00e3o e a livre express\u00e3o do ser revelando as potencialidades de cada um. As habilidades motoras s\u00e3o trabalhadas naturalmente. A m\u00fasica facilita a comunica\u00e7\u00e3o e as interliga\u00e7\u00f5es entre os aspectos cognitivos, afetivos e motores gerando o desenvolvimento integral do indiv\u00edduo. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">5 &#8211; No per\u00edodo da gesta\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel pensar\/falar em musicaliza\u00e7\u00e3o? Como ela se d\u00e1, a partir de qual fase e qual seu papel\/import\u00e2ncia?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os beb\u00eas come\u00e7am a ouvir gradativamente os sons por volta da 21\u00ba semana de gesta\u00e7\u00e3o. Percebem os sons imersos no l\u00edquido amni\u00f3tico onde o som se propaga com maior velocidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Os primeiros sons que ouvem s\u00e3o os que os rodeiam como as batidas do cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, os sons da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea perif\u00e9rica do \u00fatero, os movimentos perist\u00e1lticos e os sons da digest\u00e3o. Sons internos num ambiente rico em est\u00edmulos sonoros. Quando a gestante fala, o som da voz se sobressai de todo o ru\u00eddo. Dessa maneira o feto ouve a voz da m\u00e3e e das pessoas que a cercam durante metade da gesta\u00e7\u00e3o. O beb\u00ea ouve as caracter\u00edsticas espec\u00edficas da voz da m\u00e3e como timbre, ritmo, frequ\u00eancias e varia\u00e7\u00f5es mel\u00f3dicas. E essas caracter\u00edsticas diferem a m\u00e3e de qualquer outra pessoa. A voz de cada um \u00e9 \u00fanica, como a impress\u00e3o digital.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00c9 atrav\u00e9s do som da m\u00e3e e dos que est\u00e3o \u00e0 sua volta o primeiro contato com o ambiente no qual nascer\u00e1. Com essas constata\u00e7\u00f5es parece interessante um caminho que favore\u00e7a o v\u00ednculo entre m\u00e3e e filho durante a gesta\u00e7\u00e3o. Ao meu ver, a m\u00fasica mais importante para essa crian\u00e7a nesse momento \u00e9 a m\u00fasica de seus pais, principalmente de sua m\u00e3e por conta das vibra\u00e7\u00f5es produzidas no corpo que carrega o beb\u00ea. O canto de m\u00e3e acolhe e nutre esse feto com harmonia e seguran\u00e7a emocional. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">6\u00a0&#8211;\u00a0Os sons cantados t\u00eam efeitos e influ\u00eancias diferentes na crian\u00e7a do que os sons apenas tocados? Se sim, como eles devem ser dosados?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Todo som, mesmo em sua forma mais simples, determina, em nosso organismo rea\u00e7\u00f5es diretas e indiretas. As diretas s\u00e3o reflexas, rea\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas vari\u00e1veis conforme as condi\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo no momento. As indiretas acontecem quando a excita\u00e7\u00e3o musical atua sobre a representa\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es musicais. Cada um de n\u00f3s relaciona a m\u00fasica de forma particular em cada contexto.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os sons cantados trazem ainda a individualidade de cada ser que canta, junto com a emo\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo vivido no momento, por quem produz o som e por quem ouve. Al\u00e9m de carregarem a linguagem verbal.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A primeira quest\u00e3o para refletir \u00e9 sobre as palavras. O que as crian\u00e7as est\u00e3o cantando? E o que est\u00e3o ouvindo? Desde muito cedo j\u00e1 entendem o sigificado de muitas palavras, mesmo quando ainda n\u00e3o adquiriram a fala. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Outro fator importante \u00e9 o sentimento de quem canta no caso da crian\u00e7a ser ouvinte. A voz nos deixa transparentes e mostra o que a nossa alma est\u00e1 comunicando. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Al\u00e9m disso, cada parte do corpo t\u00eam uma frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia que pode ser atingida por outras fontes de resson\u00e2ncia criando desarmonia ou sintonia. A musicoterapia estuda essas possibilidades.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Acho que a melhor maneira de dosar os efeitos do que \u00e9 tocado e cantado \u00e9 com o bom senso e muito amor. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">7 &#8211; Um ritmo tem impacto diferente de outro na crian\u00e7a\/beb\u00ea? Se sim, quais s\u00e3o mais indicados para cada faixa et\u00e1ria, considerando crian\u00e7as de 0 a 3 anos?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Creio que os ritmos diferentes t\u00eam impactos distintos no beb\u00ea, na crian\u00e7a ou em qualquer indiv\u00edduo. O ritmo pode provocar sensa\u00e7\u00f5es a baixo n\u00edvel cerebral e ter como resposta reflexos espont\u00e2neos indomin\u00e1veis, como acompanharmos uma m\u00fasica com a batida dos p\u00e9s ou mexendo a cabe\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O ritmo biol\u00f3gico e o musical podem entrar em sincroniza\u00e7\u00e3o. Podem ocorrer varia\u00e7\u00f5es nas fun\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas, provocadas pelos elementos musicais, principalmente o ritmo. Os efeitos podem ser positivos ou negativos cita Clotilde Esp\u00ednola Leinig. Quando com efeitos positivos pode revigorar, energizer, aumentar a for\u00e7a f\u00edsica e ps\u00edquica, produzir tamb\u00e9m um efeito adormecedor. Pode normalizar a respira\u00e7\u00e3o e consequentemente o batimento card\u00edaco. A percep\u00e7\u00e3o do ritmo segundo fil\u00f3sofos chega ao homem na vida fetal e \u00e9 um elo com o mundo exterior, representado por sua m\u00e3e. O ritmo anima nossa vida motora e fisiol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Segundo Clotilde \u201cO ritmo pode provocar efeito hipn\u00f3tico e\/ou levar \u00e0 hysteria. Se for do tipo repetitivo, obsessive, causa depress\u00e3o e se for lento, e que v\u00e1 se tornando cada vez mais lento, poder\u00e1 provocar o obscurecimento da consci\u00eancia, especialmente se a melodia que o acompanha for sem fim, suprimindo a sensa\u00e7\u00e3o de tempo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O ser humano \u00e9 extremamente ritmico. H\u00e1 ritmo no andar, na respira\u00e7\u00e3o, nos batimentos card\u00edacos, nos movimentos perist\u00e1lticos e at\u00e9 mesmo nos hemisf\u00e9rios cerebrais. Ele \u00e9 um dos primeiros elementos de percep\u00e7\u00e3o do homem e qualquer altera\u00e7\u00e3o em seu organiso provoca modifica\u00e7\u00f5es no ritmo biol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A discord\u00e2ncia ritmica entre o ritmo biol\u00f3gico e o musical, contra a qual o organism humano n\u00e3o tem defesa, a n\u00e3o ser a fuga, pode se constituir em perigo mortal para os seres vivos demonstrou o cientista alem\u00e3o Kneutgen. Ele afirma que os organismos vivos possuem a tend\u00eancia a acomodar o funcionamento de seus org\u00e3o a um ritmo sonoro exterior a eles. Fez uma demosntra\u00e7\u00e3o com um peixinho em um aqu\u00e1rio. Para o peixe n\u00e3o morrer asfixiado precisa de 43 aspira\u00e7\u00f5es por minuto. Se for colocado perto de um mecanismo que emita sons num ritmo de 40 por minuto, acontecer\u00e3o 40 aspira\u00e7\u00f5es por minuto sem que o peixe possa aument\u00e1-las. Ele tentar\u00e1 fugir para um local silencioso e se n\u00e3o for poss\u00edvel, morrer\u00e1 asfixiado. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Segundo o Dr. John Diamond o rock e o pop em excesso s\u00e3o um problema por conta do ritmo padronizado que confunde o corpo e enfraquece os m\u00fasculos. Os efeitos prejudiciais n\u00e3o aparecem no mesmo momento como no caso do peixinho mas em algum momento vir\u00e3o. ritmo e movimento s\u00e3o essenciais \u00e0 vida, por\u00e9m \u00e9 preciso saber escolh\u00ea-los.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Creio que podemos notar nas crian\u00e7as os efeitos dos ritmos enquanto escutamos uma m\u00fasica. Um ritmo mais agitado certamente levar\u00e1 essa euforia para o corpo. Os ritmos mais pr\u00f3ximos dos batimentos card\u00edacos da m\u00e3e provavelmente v\u00e3o acalentar. Mas \u00e9 claro que seria imposs\u00edvel considerarmos apenas o ritmo de uma m\u00fasica, temos a melodia e normalmente tamb\u00e9m a harmonia que juntos formam a magia musical. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Um exemplo de utiliza\u00e7\u00e3o do ritmo pelas crian\u00e7as \u00e9 dado por Kenneth Bruscia. \u201c \u00c9 interessante que as crian\u00e7as comecem a repetir ritmos para elas pr\u00f3prias durante o per\u00edodo de desenvolvimeno chamado per\u00edodo de separa\u00e7\u00e3o. O ritmo serve para desviar a ansiedade da separa\u00e7\u00e3o, sendo seu objeto permanente.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">8 &#8211; Existem t\u00e9cnicas ou m\u00fasicas diferentes para estimular disciplinas diferentes? Por exemplo, se quero estimular o racioc\u00ednio l\u00f3gico \u00e9 de uma forma, se quero estimular a criatividade \u00e9 de outra? Ou isso varia conforme as especificidades das crian\u00e7as?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Com certeza varia conforme as especificidades das crian\u00e7as e os momentos em quest\u00e3o. Al\u00e9m disso, depende de como essa m\u00fasica \u00e9 utilizada. Se apenas para audi\u00e7\u00e3o, acompanhada de uma brincadeira, junto com um brinquedo ou com uma proposta de movimentos, por exemplo. As m\u00fasicas podem estimular o indiv\u00edduo de diversas maneiras dependendo da escolha dos sons e de como \u00e9 conduzida a atividade. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">9 &#8211; E quanto a dan\u00e7a? Ela tem fun\u00e7\u00f5es diferentes? Quais?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cSe voc\u00ea muitos de meus alunos dan\u00e7ando nunca adivinhar\u00e1 que eles foram treinados pelo mesmo homem.\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Rudolf Laban, acreditava na necessidade de educar o homem, as pessoas que vivem em sociedade e est\u00e3o constantemente submetidas a suas atrocidades. Enfatizava a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o por meio da dan\u00e7a gerando o discurso da express\u00e3o, do sentimento e da comunica\u00e7\u00e3o. Acreditava na libera\u00e7\u00e3o do ser humano, no encontro do homem consigo mesmo em suas capacidades expressivas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Atrav\u00e9s do movimento e da dan\u00e7a a crian\u00e7a ganha express\u00e3o e fluidez em suas capacidades f\u00edsicas, emocionais e cognitivas. <\/span><span class=\"s1\">O corpo \u00e9 express\u00e3o m\u00e1xima da nossa singularidade humana, nossa entidade psicomotora. O gesto \u00e9 individual, de cada ser, com suas particularidades e individualidades. Winnicot descreve a import\u00e2ncia de conhecermos e sabermos o que fazer com nosso corpo: \u201cSe n\u00e3o somos propriet\u00e1rios ao menos devemos ser os habitantes do nosso corpo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s1\">Para Barbara Haselbach, algumas s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es da dan\u00e7a: descobrir a capacidade corporal de gestos e movimentos, praxia global, orienta\u00e7\u00e3o espacial, treinar os sentidos, concentra\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, socializa\u00e7\u00e3o, criatividade, comportamento, dom\u00ednio de uma linguagem corporal, habilidade cr\u00edtica e constru\u00e7\u00e3o da individualidade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">10 &#8211; O que \u00e9 considerado dan\u00e7a? Como se define esse conceito?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cA dan\u00e7a \u00e9 a express\u00e3o mais pura e imediata do ritmo.\u201d afirmou Willems.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para Isabel A. Marques, \u201cA dan\u00e7a \u00e9 um sistema de signos que permite a produ\u00e7\u00e3o de significados. A dan\u00e7a como sistema quer dizer que ela \u00e9 inicialmente, um conjunto organizado de elementos e suas possibilidades de combina\u00e7\u00e3o. Essas possibilidades de combina\u00e7\u00e3o \u2013 regras abertas \u2013 s\u00e3o os c\u00f3digos. C\u00f3digos regem as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e infind\u00e1veis de tudo aquilo, qualquer coisa, em qualquer dire\u00e7\u00e3o, que signifique algo para algu\u00e9m em dan\u00e7a. Tudo aquilo, qualquer coisa, em qualquer dire\u00e7\u00e3o, que signifique algo para algu\u00e9m s\u00e3o os signos dos eventos da dan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Na minha viv\u00eancia, dan\u00e7ar \u00e9 brincar com o corpo.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">11 &#8211; E para crian\u00e7as t\u00e3o pequenas, de 0 a 3 anos, o que j\u00e1 pode ser considerado dan\u00e7a?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Imagino que antes de pensarmos no que \u00e9 considerado dan\u00e7a poder\u00edamos refletir sobre o corpo como fonte maior de aprendizagem. Descobrir, conhecer, perceber e organizar o corpo \u00e9 a base para a chegada das novidades que transformam e trazem significados. O vocabul\u00e1rio da dan\u00e7a \u00e9 constituido de gestos e movimentos, e que s\u00e3o criados desde a vida intra-uterina. S\u00e3o modificados com o tempo, com o desenvolvimento e com os ambientes. E trazem uma combina\u00e7\u00e3o de variantes \u00fanica para cada ser. Do meu ponto de vista, essas caracter\u00edsticas corporais de cada um trazem o in\u00edcio da dan\u00e7a. A dan\u00e7a de ser, de deixar ser.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Mas \u00e9 claro que v\u00e1rios autores trabalham o conceito de dan\u00e7a de outra maneira. Assim como \u00e9 com a m\u00fasica. Alguns consideram que \u00e9 necess\u00e1rio mais que experimentar as letras do alfabeto e alguns voc\u00e1bulos. Para esses, o importante \u00e9 formar palavras e frases que fa\u00e7am sentido num determinado contexto. Creio que isso aconte\u00e7a com todas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, essa dicotomia. A partir de quando se torna dan\u00e7a? Ou m\u00fasica? Ou arte-pl\u00e1stica? A explora\u00e7\u00e3o livre das express\u00f5es humanas gera belos produtos, \u00fanicos e ricos de alma de cada ser. Essa se torna uma quest\u00e3o filos\u00f3fica e com certeza depende do contexto hist\u00f3rico e cultural em que estamos inseridos.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">12 &#8211; Dan\u00e7ar de um jeito ou de outro tem impactos diferentes? Por favor, explique.<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00c9 importante ressaltar que o corpo \u00e9 uma unidade com aspectos motores, cognitivos e emocionais. E \u00e9 com a correla\u00e7\u00e3o deles que a dan\u00e7a \u00e9 expressada. Sendo assim, os impactos da dan\u00e7a ser\u00e3o distintos em cada ser e em cada situa\u00e7\u00e3o. Podemos come\u00e7ar pensando que a dan\u00e7a pode ser de um ser isolado, ou de dois ou de um grupo. Cada uma das situa\u00e7\u00f5es vai gerar uma necessidade de movimento, racioc\u00ednios, sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es. A partir da\u00ed pensamos que o tipo de dan\u00e7a modifica totalmente o contexto. Existem muitos tipos de dan\u00e7as, como por exemplo: cl\u00e1ssicas, contempor\u00e2neas, hist\u00f3ricas, folcl\u00f3ricas, \u00e9tnicas, percussivas, religiosas, sociais, para gin\u00e1stica, contradan\u00e7a, improvisa\u00e7\u00f5es, e muitas outras. Cada uma gera um impacto particular.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">E ainda existe o impacto f\u00edsico para o corpo. A dan\u00e7a e a repeti\u00e7\u00e3o de movimentos pode reeducar o corpo ou gerar um novo automatismo nem sempre saud\u00e1vel.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">13 &#8211; A nova gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as multitarefas t\u00eam particularidades neste sentido? Se sim quais e como lidar com elas?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Creio que a maior particularidade das crian\u00e7as multitarefadas \u00e9 a falta de espa\u00e7o para simplesmente ser. \u00c9 muito importante que a crianca tenha tempo suficiente para brincar livremente e criar suas brincadeiras. A partir desses momentos vai se conhecer, conhecer o outro e o mundo que a rodeia. Isso, pensando na forma\u00e7\u00e3o integral do ser humano, com rela\u00e7\u00e3o a todas as linguagens e \u00e1reas de express\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio enxergar a individualidade de cada um e educar para o coletivo. Criar espa\u00e7os para as viv\u00eancias \u00e9 uma boa alternativa para isso. Espa\u00e7o para cria\u00e7\u00e3o de gestos e movimentos. Espa\u00e7os para cria\u00e7\u00e3o de sons. Espa\u00e7os para brincar com o corpo. Que podem ser estimulados mas que em alguns momentos podem tamb\u00e9m acontecer sem interfer\u00eancia de adultos, a n\u00e3o ser que sejam requisitados. Todos precisamos descobrir nossas habilidades, potencialidades e limites. Passamos a vida inteira nessa busca, quanto antes come\u00e7armos melhor ser\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o consigo, com o outro e com o mundo. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">14 &#8211; Voc\u00ea acredita em sons universais? Ou seja, os que s\u00e3o assimilados\/entendidos e impactam qualquer crian\u00e7as de qualquer lugar do mundo? Se sim, como funciona. Poderia exemplificar?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sim. Acredito. Primeiro acredito que existem sons iguais em todas as partes do mundo e que ainda sabe-se pouco sobre as resson\u00e2ncias dos mesmos. Al\u00e9m disso tem algo pr\u00e1tico que pode ocorrer. Se um m\u00fasico sai de um pa\u00eds e vai para outro muito distante encontrar-se com uma orquestra para fazer um concerto, eles v\u00e3o falar a mesma l\u00edngua e trabalhar\u00e3o com a mesma aquarela de sons. Seja pelos timbres como pela linguagem musical, escrita ou n\u00e3o. Claro que a partir da\u00ed existem caracter\u00edsticas culturais que diferem cada lugar. Assim, cada cultura possui seus instrumentos, seus timbres, as maneiras de cantar, as escalas musicais, as frases, os ritmos etc.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Mas temos sons universais! Vou exemplificar com a escala pentat\u00f4nica. Se cantarmos essa escala em qualquer lugar do mundo ela ser\u00e1 assimilada. \u201cEssa escala faz parte de todas as estruturas sonoras das melodias e can\u00e7\u00f5es infantis de todas as ra\u00e7as e de todas as latitudes do mundo.\u201d- afirma Rolando Benenzon. Isso acontece desde as culturas mais antigas at\u00e9 as mais recentes. \u00c9 como se fizesse parte do mosaico gen\u00e9tico humano, chegando ao n\u00edvel do inconsciente. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">15 &#8211; Em quais teorias\/autores voc\u00ea se baseia quanto aos meios e conceitos de musicaliza\u00e7\u00e3o?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tenho algumas refer\u00eancias marcantes. O trabalho realizado na Escola de M\u00fasica de Jundia\u00ed por Josette Feres e Luciana Nagumo, sua filha, seja talvez a mais forte delas. Margareth Darezzo \u00e9 outra arte-educadora com a qual aprendi e aprendo muito, principalmente sobre os aspectos do desenvolvimento infantil.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Ainda tive a honra de ter aulas com <\/span><span class=\"s1\">Lydia Hort\u00e9lio, Barbara Haselbach, Sofia L\u00f3pez-Ibor, Fernando Sardo, Iramar Rodrigues, Elvira Drummond, Keith Terry, Fernando Barba e Barbatuques, Teca Alencar de Brito, Violeta Gainza, Viviane Beineke, Estev\u00e3o Marques, Deise Alves, Lucilene Silva, Kofi Gbolonyo, Dinho Gon\u00e7alves, Ari Colares, D\u00e9cio Gioielli, Sandra Oak, Magda Pucci, Carlos Mir\u00f3 Cortez, Rosane Almeida, Maria Am\u00e9lia Pereira, entre outros.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Al\u00e9m disso, outros educadores musicais fazem parte dessa bagagem: \u00c9mile Jaques-Dalcroze, Zolt\u00e1n Kodaly, Edgard Willems, Carl Orff, John Paynter, Murray Shafer, Joachim Koellreutter, Villa-Lobos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O material pesquisado, deixado e\/ou composto por M\u00e1rio de Andrade, C\u00e2mara Cascudo, Camargo Guarnieri e muitos outros tamb\u00e9m agrega conhecimentos para a contru\u00e7\u00e3o dessa arte-educadora.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">E, \u00e9 claro as m\u00fasicas! Muitas m\u00fasicas! De diversos compositores, de muitas culturas, da cultura popular, dos estudiosos, das crian\u00e7as, das orquestras, da vida cotidiana, do trabalho, das mulheres, dos homens e do universo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tudo isso misturado a outras tantas viv\u00eancias de m\u00fasica, dan\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e arte formam a base do meu trabalho.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">16 &#8211; A neuroci\u00eancia tem ajudado no desenvolvimento dessa pr\u00e1tica? Se sim, a partir de quando, como e por qu\u00ea?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Com certeza a neuroci\u00eancia tem ajudado muito no desenvolvimento de todas as pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 aprendizagem. Se aprender \u00e9 modificar uma ampla rede de comunica\u00e7\u00f5es cerebrais e mentais e consequentemente fortalec\u00ea-las, me parece de suma import\u00e2ncia que conhe\u00e7amos o que estiver ao nosso alcance sobre essa ciencia do Sistema Nervoso. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cO c\u00e9rebro \u00e9 como um gigante adormecido\u201d- cita Tony Buzan. Sendo assim podemos aprender em qualquer momento de nossas vidas, do nscimento ao fim da vida. Se conhemos mais sobre o asunto podemos otimizar o processo de aprendizagem.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A neuroci\u00eancia nos mostra quais as partes desse sitema e para que servem. Como funcionam e como podemos otimizar esse funcionamento. E ainda nos d\u00e1 a oportunidade de descobrir as dificuldades de aprendizagem a partir das caracter\u00edsticas de cada regi\u00e3o e de cada contexto. Estudamos o desenvolvimento do ser e descobrimos que em cada momento crian\u00e7a possui habilidades e limita\u00e7\u00f5es distintas. Na \u00e1rea da m\u00fasica especificamente, existem muitos estudos e bastante material publicado sobre as correla\u00e7\u00f5es com a neuroci\u00eancia. Com isso tomamos conhecimento dos efeitos da m\u00fasica no ser humano, conseguimos planejar melhor as atividades que ser\u00e3o trabalhadas em cada fase do desenvolvimento e fazemos um trabalho consistente, com embasamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">17 &#8211; Como o professor da educa\u00e7\u00e3o infantil pode inserir a musicaliza\u00e7\u00e3o no dia a dia das crian\u00e7as. Poderia dar alguns exemplos de atividades que ele pode desenvolver?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Acho que a maneira mais natural de inserir a musicaliza\u00e7\u00e3o no dia a dia das crian\u00e7as \u00e9 a partir das brincadeiras. Temos que lembrar que aprendemos com o que d\u00e1 prazer. E \u00e9 isso que fica em nossas vidas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Existem muitas brincadeiras com m\u00fasicas, brincadeiras de roda e brinquedos cantados. Posso citar algumas: \u201cVai ab\u00f3bora\u201d, \u201cCorre-cotia\u201d, \u201cLagarta pintada\u201d, \u201cAbre a roda tindolel\u00ea\u201d, \u201cBrincadeira da Comida Brasileira\u201d, \u201cCaranguejo n\u00e3o \u00e9 peixe\u201d, e muitas outras. O importante \u00e9 cantar e brincar. Para quem se interessar, existem duas pesquisadoras desse repert\u00f3rio popular infantil que s\u00e3o minhas refer\u00eancias: Lydia Hort\u00e9lio e Lucilene Silva.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Uma outra quest\u00e3o importante \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o dos sons, dos pr\u00f3prios, dos outros, dos objetos e do ambiente. O professor pode brincar com a descoberta dos sons. Como criar m\u00fasicas com objetos do cotidiano, por exemplo. Separar os sons em categorias. E at\u00e9 mesmo construir instrumentos sonoros com materiais do cotidiano, sucata e reciclados. Uma garrafinha e algumas sementes podem virar um lindo chocalho por exemplo. Uma caixa de pizza com gr\u00e3os dentro pode trazer a lembran\u00e7a do som do mar. Descubra com as crian\u00e7as e inventem instrumentos para voc\u00eas e n\u00e3o esque\u00e7am de dar nomes.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sendo o nosso aprendizado proveniente de nosso corpo n\u00e3o podemos deixar de brincar com os sons dele. Descobrir quais sons produzimos e ouvir os nossos sons fazem parte do processo de apropria\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Podemos trabalhar com a sonoriza\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, podemos cantar uma hist\u00f3ria como por exemplo da \u201cLinda Rosa Juvenil\u201d e ainda criar uma hist\u00f3ria apenas com sons.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O educador pode ainda propor uma aprecia\u00e7\u00e3o musical com o desenvolvimento de uma atividade de artes-pl\u00e1sticas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">S\u00e3o infinitas as possibilidades. Pesquise, crie, ou\u00e7a, brinque, toque, dance, cante e silencie.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">18 &#8211; Existem trabalhos musicais para tratamento de dist\u00farbios de aprendizagem? Se sim, poderia falar a respeito e ilustrar com algumas situa\u00e7\u00f5es vivenciadas por voc\u00ea ou com exemplos pr\u00e1ticos?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sei de muitos trabalhos que envolvem a psicomotricidade e o tratamento dos dist\u00farbios de aprendizagem. E muitas utilidades para a m\u00fasica dentro da psicomotricidade. Tamb\u00e9m tenho comigo as minhas viv\u00eancias e experi\u00eancias em sala de aula e fora dela. Acredito num trabalho conjunto para o desenvolvimento integral do ser, dessa maneira creio na jun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias \u00e1reas em prol de um mesmo fim, principalmente quando falamos sobre tratamentos. O primeiro passo \u00e9 descobrir a quest\u00e3o. A partir da\u00ed procuramos os profissionais adequados para o caso e que juntos aumentam as possibilidades de sucesso no tratamento.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>\u201c<\/span><span class=\"s3\">Um galo sozinho n\u00e3o tece uma manh\u00e3:<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">ele precisar\u00e1 sempre de outros galos\u2026que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manh\u00e3, desde uma teia t\u00eanue, se v\u00e1 tecendo, entre todos os galos.\u201d- Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">Na minha viv\u00eancia tive a bela oportunidade de trabalhar com v\u00e1rios casos e \u00e9 de extrema import\u00e2ncia que o educador, junto com a escolar fiquem atentos para observar esses seres. Os professores n\u00e3o podem diagnosticar mas se estudam e pesquisam podem reconhecer caracter\u00edsticas para indica\u00e7\u00e3o de um tratamento. E isso \u00e9 muito s\u00e9rio! Quanto antes a crian\u00e7a tiver a oportunidade de receber cuidados e aten\u00e7\u00e3o devida, mais poder\u00e1 deenvolver suas capacidades e habilidades.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">Muitas vezes h\u00e1 um encaminhamento para um neuropediatra que dar\u00e1 o diagn\u00f3stico e indicar\u00e1 a terapia adequada. E a partir da\u00ed entram medicos, psicomotricistas, psicopedagogos, psic\u00f3logos, fonoaudi\u00f3logos, musicoterapeutas e terapeuras em geral.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">19 &#8211; O brincar hoje tem sua import\u00e2ncia reconhecida, mas as escolas sabem realmente o que significa esse brincar, em sua opini\u00e3o?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Na minha opini\u00e3o talvez saibam, como eu poderia falar sobre o que o outro sabe? Eu n\u00e3o sei. O que vejo \u00e9 que nem sempre o brincar \u00e9 respeitado, nem sempre a inf\u00e2ncia \u00e9 respeitada. Respeitada no sentido de escutar, olhar, sentir e perceber o tempo da crian\u00e7a. Deixar o outro ser. Permitir que aquela pessoa se descubra, no meio de brincadeiras, pessoas e ambientes. No contexto da escolar, da fam\u00edlia e do mundo. \u00c9 preciso espa\u00e7o para simplesmente ser. A crian\u00e7a brinca a todo instante, ou pelo menos seria assim o natural. Os aprendizados chegam de qualquer maneira, independentemente do que seja feito. As viv\u00eancias s\u00e3o sempre importantes. O que vivenciamos fica marcado para sempre em nossos corpos e mentes. E nem sempre precisa-se da interfer\u00eancia do adulto. A n\u00e3o ser que este seja convocado pelas crian\u00e7as. Experimente observar como as crian\u00e7as criam e resolvem os conflitos, como cada um caminha, cada gesto dos seres, ou\u00e7a as vozes, sinta os cheiros, o toque e brinque.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">\u201c\u00c9 no brincar, e talvez apenas no brincar, que a crian\u00e7a ou o adulto fruem sua liberdade de cria\u00e7\u00e3o.\u201d &#8211; Winnicott<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">20 &#8211; Se sim, o que ele significa e como deve se dar no contexto escolar? Se n\u00e3o, o que ele significa e onde as institui\u00e7\u00f5es erram?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">A crian\u00e7a \u00e9 criadora, inventa um mundo para si, colocando uma nova ordem nas coisas que est\u00e3o \u00e0 sua volta. Com maestria organiza e desorganiza. Constr\u00f3i e destr\u00f3i. Testa e experimenta diversas possibilidades. \u00c9 naturalmente cientista da vida. Pesquisa e aprende com o corpo e com as sensa\u00e7\u00f5es, com as emo\u00e7\u00f5es e com o c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">A inf\u00e2ncia se apresenta em constante movimento, traz o sabor de desconhecer o conhecido. A brincadeira, combust\u00edvel da inf\u00e2ncia, \u00e9 sempre um universo de descobertas, viv\u00eancias, cria\u00e7\u00f5es e aprendizados. O mundo \u00e9 novo para as crian\u00e7as e elas est\u00e3o sempre tentando interpret\u00e1-lo. S\u00e3o aprendizes ativos, buscando compreender e conhecer o que est\u00e1 \u00e0 sua volta. <\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">O desejo de compreender surge das experi\u00eancias cotidianas e rotineiras. Criam muitos de seus pr\u00f3prios est\u00edmulos observando e, ativamente, exploram as coisas ao brincarem e viverem no dia-a-dia. O aprendizado vem junto com o prazer de desfrutar os momentos, cada qual no seu tempo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">H\u00e1 oportunidades para a aprendizagem por todos os lados ao longo da vida. Na maioria das vezes basta deixar ser. E n\u00f3s, o que queremos aprender? <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">21 &#8211; Qual o papel do professor nesse brincar, se ele deve ser espont\u00e2neo e livre?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O papel do professor nesse brincar come\u00e7a com a observa\u00e7\u00e3o. Observar \u00e9 fundamental para conhecer. Se queremos educar precisamos conhecer quem queremos educar.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>A partir da\u00ed podemos ver e acreditar em cada um como seres capazes e criadores. Ent\u00e3o podemos experimentar entrar na brincadeira da crian\u00e7a e permitir que ela tenha espa\u00e7o para crescer. O professor deve ser espont\u00e2neo e livre sim, mas precisa de muito estudo e muita seriedade porque educar \u00e9 uma atividade que requer muita aten\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o com o outro e consigo. Quem educa aprende a cada segundo. E o educador precisa estar aberto para o novo. Para as transforma\u00e7\u00f5es, as mudan\u00e7as. E brincar! Estudar mais e lembrar todos os dias da import\u00e2ncia de seu papel na vida das crian\u00e7as e suas fam\u00edlias. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">22 &#8211; Neste sentido, as brincadeiras organizadas pelos adultos n\u00e3o t\u00eam valia? Por favor, explique.<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Claro que t\u00eam valia. Estou falando sobre deixar a crian\u00e7a ser mas tamb\u00e9m n\u00e3o significa que ela n\u00e3o v\u00e1 experimentar seguir regras e aprender limites. Tudo sempre de uma maneira divertida<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>e prazerosa mas tamb\u00e9m entrando no leque de aprendizados. Quando em fam\u00edlia, as brincadeiras s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia se organizadas pelos pais ou pelas crian\u00e7as. Esses momentos aumentam o v\u00ednculo da fam\u00edlia. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No contexto da educa\u00e7\u00e3o, creio que exista um limite invis\u00edvel e t\u00eanue entre deixar acontecer e proporcionar. O educador pode criar um ambiente m\u00e1gico, por exemplo, extremamente prop\u00edcio para descobertas e viv\u00eancias e n\u00e3o interferer nas a\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, mas sim, brincar junto. Pode encher uma sala de folhas e flores, pendurar, colar, deixar no ch\u00e3o. Talvez possa brincar com frutas. E abrir o espa\u00e7o para a chegada das crian\u00e7as. Imagina o que v\u00e3o decobrir<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>e desfrutar. A partir da\u00ed, pode por exemplo contar uma hist\u00f3ria ou dependendo da idade inventar uma. S\u00e3o as infinitas possibilidades.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">E o repensar di\u00e1rio sobre nosso papel como educadores!<\/span><\/p>\n<h2 class=\"p1\"><span class=\"s1\">23 &#8211; Mesmo o beb\u00ea tamb\u00e9m brinca, certo? Quais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas uma brincadeira para o beb\u00ea e como estimular brincadeiras com crian\u00e7as t\u00e3o pequenas? Poderia exemplificar?<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sim, o beb\u00ea brinca. Brinca muito! Conex\u00f5es est\u00e3o sendo feitas no c\u00e9rebro e as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o decodificadas e categorizadas todo o tempo. As brincadeiras servem para proporcionar esses momentos e para encaix\u00e1-los. S\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da crian\u00e7a. E lembre-se, a repeti\u00e7\u00e3o faz parte desses aprendizados. O c\u00e9rebro aprende o que repete. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vou descrever algumas brincadeiras na pr\u00f3xima quest\u00e3o. <\/span><\/p>\n<h2 class=\"p6\"><span class=\"s1\">24 &#8211; Poderia dar exemplos de brincadeiras indispens\u00e1veis para a faixa de 0 a 3 anos, separando por idade e discriminando suas fun\u00e7\u00f5es, sejam motoras, psicol\u00f3gicas, emocionais, etc.<\/span><\/h2>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">Vamos considerer que as brincadeiras propostas abaixo, trabalham as quest\u00f5es motoras, psicol\u00f3gicas e emocionais como n\u00e3o desvinculadas umas das outras mas sim interligadas. E s\u00e3o apenas alguns exemplos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">Rec\u00e9m-nascido at\u00e9 3 meses:<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">Dance com seu filho, fa\u00e7a movimentos de balanceio que s\u00e3o t\u00e3o familiares para ele. Coloque m\u00fasicas adequadas num bom volume e divirtam-se. Procure n\u00e3o fazer movimentos bruscos e cuidado com a escolha das m\u00fasicas. Citei anteriormente que os efeitos da m\u00fasica s\u00e3o maiores que pensamos. <\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">Mostre objetos distintos e nomeie. Acabaram de chegar e querem conhecer o que est\u00e1 ao redor.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s1\">Cante e conte hist\u00f3rias!<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><strong><span class=\"s1\">3 meses a seis meses: <\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Deixe-o de bru\u00e7os. Coloque alguns objetos interessantes a frente, brinque com ele. Estimulamos o engatinhar.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brinque de avi\u00e3ozinho levando o beb\u00ea para passear em cima, em baixo, para os lados.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"p6\"><strong><span class=\"s1\">Seis a oito meses:<\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brinque de esconder.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincadeiras com bolas de diversos tamanhos e texturas.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Nove meses a um ano:<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincadeiras com blocos. <\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Seu metre mandou (imita\u00e7\u00e3oo de gestos).<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Quinze meses:<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Jogos r\u00edtmicos.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincar com os sons produzidos pelo beb\u00ea.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Dezoito meses:<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Arrumar e desarrumar.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincadeiras no espelho e com as partes do corpo.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Dois anos:<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincar de boneca e inventar hist\u00f3rias.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Desenhar m\u00e3os e p\u00e9s com giz de cera. Desenhar o corpo. <\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Tr\u00eas anos:<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Brincar de faz de conta.<\/span><\/li>\n<li class=\"p6\"><span class=\"s1\">Jogos com bolas e\/ou bambol\u00eas.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"p9\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; O que \u00e9 considerado musicaliza\u00e7\u00e3o com beb\u00eas? Os beb\u00eas est\u00e3o em constante desenvolvimento. O mundo \u00e9 novo e os aprendizados chegam atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o, da repeti\u00e7\u00e3o e das experimenta\u00e7\u00f5es. As aulas de musicaliza\u00e7\u00e3o para beb\u00eas consistem em encontros semanais com pais e filhos, num ambiente agrad\u00e1vel, espont\u00e2neo e descontra\u00eddo, no qual proporcionamos viv\u00eancias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":46,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-novidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30\/revisions\/35"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casalila.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}